terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um ano depois

Sempre Ela.
De novo Ela.

Sentia-se triste, melancólica.
Sobre ela pesava uma sensação estranha e invulgar.
A solução para melhores dias era, para ela... Dormir.
A dormir se foge à vida e se libertam as frustrações da alma.

Mas nem disposição para dormir tinha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Segurar

Tenho medo de perder o que já tenho.
Talvez um medo irracional, igual ao que o medo
Do próprio medo tem.

Pois se o medo medo tem do próprio medo
Eu não sei. Porém,

Sei que ao mínimo delize os degraus podem desintegrar-se.
E aí, não haverá

Patamar
Que me segure.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A necessidade de escrever

Deixei este blogue em banho-maria.
Nos últimos tempos, tenho sentido uma necessidade crescente em... escrever. Algo formal, informal, uma reportagem ou uma crítica, um texto mais intimista.
A vasculhar por este cofre de memórias emocionei-me.
É bom saber que as nossas letras, essas, ao menos, não ficam perdidas no tempo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sim, sonhos

Estão tão-somente à distância de um simples número:
16
Lutem pelos vossos. That's all.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Peça não ordinária

Depois de muitos sóis postos (agitados, dementes, eloquentes) e de muitas luas acordadas (repentinas, sombrias, sonolentas), e de rotações quase imperceptíveis, e de corrupios insolentes, chegava a casa a Frésia. Após ter descodificado o sinal que lhe abria o portal materno, sentiu o aroma prepotente do bolo de laranja, que outrora lhe fizera as delícias. Já sentia saudade, nutria até um certo carinho pelo aposento mágico que tantas noites tivera servido de céu aveludado, onde os sonhos ganharam contornos.
As rotações continuavam, o sol agitado demente eloquente teimava em sair de cena e a lua repentina sombria sonolenta já estava adereçada, preparada para ser empurrada pelo encenador. Já o dramaturgo ambientava a atmosfera, arquitectando uma matiz de azuis nostálgicos. Talvez por isso Frésia sentisse uma enorme vontade em ceder àquela magnífica peça teatral, talvez pela sua beleza. Mas não podia naquele lar pernoitar.
Fez ranger a porta do armário, em jeito de quem o abre. Tacteou pelo seu interior à procura de um copo. Abriu a torneira que fez ouvir o líquido apressado.
Frésia esquecera-se de retirar o ralo do lava-loiças, e talvez por isso tenha tido oportunidade de observar a espessura sinuosa daquele lençol mágico.

Clausura

Cansado de inspirar e expirar, de tentar e de falhar.
Cansado de ter força de vontade e de à minha volta nada espelhar. Cansado de tentar lutar contra uma coisa que não vai, não vem, não volta, não mexe, não vive, não existe.
Só o sol (por detrás das barras) parece dar-me esperança para descobrir a chave e abrir a porta da cela.

Porque farto de paredes à minha volta estou eu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Cronómetro da Noite

Podia abrir a minha gaveta e ir buscar as tuas fotografias. Aquelas que tirámos juntos, junto à ponte, junto ao rio, junto à grande torre do relógio. Ou aquelas que tirámos - sem autorização - no metropolitano ou no museu. Porque viver é infringir os limites.
Perante tamanha nostalgia, rendi-me à insónia e levantei-me. Abri a janela - como gosto de ver a noite do meu posto de vigia. Só lhe acrescentava um pormenor: chuva. E abraços. E sorrisos.
Sentado na secretária, e com as luzes apagadas, consegui folhear um álbum com o auxílio do luar. O dia seguinte seria duro, daqueles muito sobrecarregados e impossíveis, e tinha plena noção que não podia passar a noite em branco (maldita insónia).
E sabia que iria ficar a ver aquelas fotografias, e após uma contagem até 10, já o luar tinha ido.

Sem ter conseguido arredar pé daquela secretária, e meio tonto por não ter dormido, estava agora triste. Com o sol já a espreitar, sentia-me condoído, triste, nostálgico, com saudades.
De ti.


Parabéns, R.L. e C.M.
Um dia muito feliz e muitas felicidades.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sol

"Não era isto que eu ambicionava ser.
Toda a minha vida olhava para a janela que me chamava e que tinha braços que pareciam querer acolher-me. Caía na tentação de correr para ela e de espreitar, sempre à espera do momento em que pudesse saltar por ela. Dentro dela existia um novo Mundo, uma nova vida - a felicidade.
Ao lado, exisitia outra janela. Já a tinha aberto, e já conseguia ver o sol lá ao fundo.

(...)

Os anos foram passando, e o sol foi ficando atrás de algumas nuvens cinzentas. Conseguiam ver-se alguns animais e árvores no campo, é certo - mas o sol estava como que proibido de brilhar ali, pois são as nuvens quem manda."


Madalena fechou o diário que encontrara há instantes no sótão proibido. Nunca se atrevera a entrar lá.
Com 16 anos vividos, duas lágrimas rolaram pela sua cara. Levou o diário consigo, apertado ao coração, e fechou a porta do sótão.

Ela sabia que ainda podia optar pela outra janela.

domingo, 22 de junho de 2008

Escreve

Escreve. Escreve sobre os pássaros e sobre os automóveis. Escreve sobre os muros e sobre as mesas. Escreve sobre papoilas, pedras da calçada, pneus furados, parafusos velhos. Escreve sobre a memória, sobre a terceira idadade, sobre a adolescência. Escreve sobre o som, sobre o aroma, sobre a visão, sobre o tacto. Escreve sobre os cabelos, sobre as cobras e sobre as nuvens. Escreve sobre a radiação e sobre os planetas. Escreve sobre os hipopótamos, sobre os gnus, sobre os leopardos. Escreve contente, feliz, triste, emotiva, chorona, rezingona, sonolenta, cansada, fascinada. Escreve a actuar, a fazer de conta, a gritar, a tremer. Escreve a pensar, escreve a desenhar. Escreve com desenhos, com dedos, com o cérebro, com os olhos, com a imaginação.
Mas acima de tudo escreve. E nunca deixes de escrever.

Para C.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Uma questão de compreensão II

James e Lauren eram um casal muito próximo. Mantiveram uma relação durante, aproximadamente, 10 anos, tendo já dado o nó na Igreja mais perto de sua casa, em Birmingham.
A sua relação era completa e feliz, tinham tudo o que dois parceiros podem exigir um do outro. Carinho, afecto, compreensão, ternura. Tiveram partilhado tudo, e quase tudo, desde os próprios corpos até às próprias almas e corações.
O fim de tarde estava a antecipar-se, o Outono terminaria dentro de alguns dias. Havia folhas castanhas no chão e as pessoas andavam agitadas, de um lado para o outro, como se não soubessem o que fazer.
James queria surpreender Lauren. Após alguns dias de reflexão, concluiu que o melhor seria oferecer-lhe um presente, mesmo comprado com a sua conta conjunta. Laruen havia de, certamente, adorar, como tivera adorado todos os momentos que passaram juntos. Deixou Lauren no jardim, abandonando-a com sorrisos cúmplices e dirigindo-se para uma loja.
A ourivesaria foi tomada de assalto por um grupo de 4 pessoas encapuzadas, que alvejaram todos os clientes. James faleceu.
No jardim, Lauren sentiu um enorme aperto no coração. Esperou pelos ponteiros do relógio, acompanhou o tic tac. Já passava das 10 da noite e nada mais se via sem serem carros a passar pela estrada.
Levantou-se, caminhou até à ponte e atirou-se para o rio.

Uma questão de compreensão I

Caminhava a passos curtos e mudos, no corredor do hospital. Sentia um aperto no estômago e tinha medo de abrir a porta que estava, agora, à sua frente.
Tomou coragem. Esqueceu os fantasmas e os assombramentos que lhe incomodavam o pensamento.
Lá dentro havia uma atmosfera pesada. Havia uma senhora a chorar.
- Estou aqui, contigo. Não partas agora, vamos superar isto juntos.
A senhora agarrava a mão de um homem deitado numa maca, com muita força.
Sem palavras, saiu do quarto. Percebera o quão importante as pessoas podem ser umas para as outras.

domingo, 4 de maio de 2008

Criança III

"Obrigado, por me ajudares no dia-a-dia. Obrigado por dedicares a tua vida inteirinha a mim, que sou criança sortuda!"

M

Nasceu: tal como qualquer outra pessoa, nasceu, indefesa e desprotegida.
Cresceu: sob os braços da sua mãe, a descobrir todas as essências que a vida lhe proporcionou (e continua a proporcionar, e continuará).
Sorriu: com prazer e agrado, ao ver um pequeno ser sob os seus braços.
Sofreu: criou, esforçou-se.

E hoje, é comparada a uma flor.
Adoro-te.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Atraso

Já o relógio andava a mais
Do que a posição que eu devia respeitar.
Chegara atrasado ao teatro, ao teatro solene
Com uma pontinha de timidez lene.
Sorriso meio encoberto para o segurança;
Sorriso meio disfarçado para a recepcionista:
«Atrasado está, meu senhor, de fora ficará.»
Corei. Não era hábito da minha pessoa perseverança perder
Nem desrespeito tecer.
Anuí com ar simpático ao me ver
Do lado de fora do portento
Que é ver um palco com talento.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

"Lost"

I can't believe it's over
I watched the whole thing fall
And I never saw the writing that was on the wall
If I'd only knew
The days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognized the girl you are today
And god I hope it's not too late
It's not too late

'Cause you are not alone
I'm always there with you
And we'll get lost together
Till the light comes pouring through
'Cause when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
When your worlds crashing down
And you can't bear the thought
I said, babe, you're not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you've gone crazy
But you're not
Things have seem to changed
There's one thing that's still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

'Cause you are not alone
And I am there with you
And we'll get lost together
Till the light comes pouring through
'Cause when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
When the worlds crashing down
And you can not bear the cross
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost


Michael Bublé

quarta-feira, 19 de março de 2008

Um pedido de desculpas

- Dás-me a tua mão?
- Não sei. Tenho medo. Não sei se quero ir.
- Não tenhas medo. Estamos aqui os dois juntos, nada de mal nos irá acontecer.
- Não quero ir. Sou demasiado jovem...
- É apenas outro sítio. Outra vida. Outra magia. Outra luz. Dá-me a mão.
- Posso ir de olhos fechados?

Os dois amigos apertaram as mãos e foram felizes para sempre.


Para R. L.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Criança II

Ela está sozinha, a nadar, a flutuar, a olhar.
Dentro do seu próprio mar, descobre sensações, sítios, brincadeiras, afectos.

Cá fora, ninguém se apercebe das descobertas.

O Regresso

Lembras-te dos nossos tempos? Dos tempos em que chegávamos atrasados às aulas, dos tempos em que fazíamos bolos de areia, dos tempos em que trocávamos olhares cúmplices?
Dos tempos em que brincávamos na escola e os nossos corações davam as mãos?
É claro que te lembras. E desde aí, a nossa amizade nunca mais se distanciou.
Agora, voltamos a abrir as portas da nossa vida. Abrimos as janelas. Estamos novamente juntos.
Para sempre, para todo o sempre!

Para C.

sábado, 8 de março de 2008

O Dia Delas

Um enorme grupo de mulheres vem a descer uma montanha. Uma montanha linda, pintada de ternura, onde existem muitas flores. Borboletas e joaninhas reúnem-se para as ver chegar. Toda a Natureza pára para desfrutar do encanto daquela criação de Deus. As mulheres vêm a descer, com uma vela na mão. Os corações delas vêm a sorrir, também nas suas mãos. Deslizam. Sorriem. Respiram. Sentem. Cheiram. Ouvem e falam. E são o melhor do Mundo.
Sensíveis e maravilhosas. Acabam de descer a montanha. De sapatos na mão, sentem a Natureza com seus pés. A brisa que a essa hora se faz sentir obriga os seus cabelos a ondular e a flutuar, como se no mar estivessem. Os golfinhos dançam à volta delas. As estrelas do mar enfeitam aquele quadro lindo.
Atrás delas, só fica um rasto de amor. Amor ternurento e paixão ficam no ar, em forma de um enorme coração. Todas elas carregaram um filho, todas elas sofreram ao longo da vida. Seres frágeis, seres cativantes. Seres que já deram muito amor, e que ainda têm muito para dar.

Elas são o Melhor do Mundo.
E o dia de hoje é delas.

Para R.F.R.

quinta-feira, 6 de março de 2008

"Do Mal Ficam as Mágoas na Lembrança"

Perseguias a minha mente. Deslizavas pelo meu corpo suavemente, e eu quase nem dava por isso. Devagarinho, enchias-me o coração e a alma. Fazias com que o meu corpo se descontrolasse, perdesse o controlo. E eu já não o comandava. Já não era meu. Fazias com que os meus olhos vertessem uma lágrima, tão salgada como os teus lábios.
Todos os teus passos ficam marcados na areia. O mar vem e leva-os, mas não te consegue levar do meu pensamento.
O sol resplandecia, o mundo vivia. Até que me magoaste. Não vou invocar como nem porquê, custa-me pensar nisso. Só quero que abandones o meu corpo.
A traição é desumana. E de todos os males ficam mágoas na lembrança.
E eu não quero que me sigas todos os passos, porque ainda tenho muita areia por percorrer.


Nota: O título deste texto é um dos versos de um soneto de Luís Vaz de Camões.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Obrigado

Ouvir as suas palavras é como abrir a janela
Todos os dias de manhã
Todos os dias de manhã, sentir o cheiro do dia que começa.

Está sempre lá. O ombro está lá no mesmo lugar e permanece imóvel
Apesar de todo o peso que tem que carregar.

Escolhe as palavras mais belas para nos animar.
Escolhe o mais doce sorriso para nos deliciar.

Enfeita o Jardim de todos nós e o Jardim de cada um de nós.
E, ainda assim, consegue destacar-se, no meio de todas aquelas flores maravilhosas.
Cheiras bem, cheiras a amor.

Porque quando eu for grande, quero ser como tu.


Para P.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Eclipse

É certo que todos nós temos dias menos bons. Dias em tonalidades de cinzento. Uns mais claros, outros mais escuros. Dias em que a vida não nos corre bem. Dias em que a torneira da banheira fica a pingar, fazendo ping, ping na água. O som propaga-se pela casa como um foguetão a descolar. O corredor, meio escuro, meio iluminado (a luz da casa-de-banho reflecte-se até ele), olha-nos com um ar triste.
O Outono e o Inverno invandem-nos o espírito. A felicidade não está presente. Uma lágrima teima em sair, mesmo sem ir buscar o seu guarda-chuva.
Já cá fora, rola pela face (tentando levar todas as agruras da vida consigo).
Porque todos temos dias menos maus.
Só me apetece eclipar-me deste Mundo para fora. Estou num Mundo ausente. Não é a minha realidade, nem a minha dimensão. Eclipsar-me daqui para fora, tão silencioso como uma pinga de água.

Criança I

Uma criança feliz e inocente brinca, descontraída e sentada. Uma criança que já chorou, já sorriu, já viveu.
Uma criança que ainda tem muito para viver. Com uma família que a adora. Nas suas mãos, fechadas ternamente em forma de concha, estão um homem e uma mulher. Os seus pais.
O coração da criança palpita. Os pais passam por ela e orgulham-se. A criança agradece tudo.

O tempo

Interrogo-me constantemente sobre o tempo.
Mais do que um problema, é um problema que passa rápido.
Eu estou noutra dimensão. Noutro mundo. Noutro universo.
Como é possível o tempo passar tão rápido para mim? É impossível.
E a cada dia que passa sinto-me mais distante, de tudo e de todos. Dos meus amigos eternos que já me prestaram muitas provas de carinho, dos meus adorados familiares. Sinto-me longe, sinto-me afastado, sinto-me perdido. Sozinho na escuridão. E a cada segundo que passa, mais sozinho fico.
É possível estar nesta dimensão sozinho? Estou a afastar-me a anos-luz de toda a gente, de todos os que mais adoro.
Todo este mundo que estou a presenciar é fruto da minha mente.
As emoções que estou a viver não são mais que invenções do meu imaginário e do meu inconsciente. Sozinho, é assim que tenho que ficar, a ultrapassar todos os obstáculos da vida.

Longe de tudo, longe dos meus amigos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Futuro

E ela teima em insistir que tudo foram erros
Que todos os segundos não foram para nada
A vida tinha outro sentido e o progenitor tinha razão
A felicidade não residia no horizonte.

Mas ela não sabe que eu a admiro muito, e que não gosto de a ver sofrer.
Amor puro. Vidas sofridas.

Nada foram erros, nada foi em vão, nada foi mal feito.
E eu não serei como ela pensa que eu vou ser.
Serei uma pessoa com coração, e eternamente agradecida, tal como já o sou agora.

E não se consegue nada sem esforço.
Não se consegue nada sem esforço nem dedicação.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Porque tudo pode mudar

Já pensaste em abdicar das gomas?
É claro que já pensaste. Já pensaste em reduzir o açúcar? Possivelmente...

Já pensaste em deixar para amanhã o que podias ter feito hoje?
Arrisco-me a dizer que não só o pensaste como também o fizeste.

Já comparaste o que tens com o que os outros têm?
Há quem não tenha nada.

Mas... E se um dia a tua vida der uma reviravolta, sem tu esperares e contra a tua vontade?
Não vale a pena arrependeres-te do que (não) fizeste. Por isso, o melhor mesmo é não perder tempo com coisas irrelevantes.

Contando uma história & conjugando verbos

Eu fui à floresta.
Tu foste à floresta.
Ele foi à floresta.
Nós fomos à floresta.
Vós fostes à floresta.
Eles foram à floresta.

Eu vi uma planta lindíssima.
Tu viste uma planta lindíssima.
Ele viu uma planta lindíssima.
Nós vimos uma planta lindíssima.
Vós vistes uma planta lindíssima.
Eles viram uma planta lindíssima.

Eu arranquei essa planta.
Tu arrancaste essa planta.
Ele arrancou essa planta.
Nós arrancámos essa planta.
Vós arrancastes essa planta.
Eles destruíram a Natureza.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Janela

Aquela simples casa, situada nem sei bem onde, lá para os lados do parque da cidade, tinha janelas. Como qualquer habitação, tinha janelas. Mas havia uma janela especial, virada para norte. Igual às outras, mas especial. Por aquela janela viam-se meninos a brincar. Por aquela janela viam-se as pessoas a correr na rua quando começava a chover. Por aquela janela viam-se árvores, muitas árvores. A Natureza resplandecia e reflectia-se.
Por aquela janela o sol entrava, logo de madrugada.
E por aquela janela ela espreitava, quando os dias se tornavam tristes.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Orgulho

Ela diz que não. Que eu não vou conseguir. Que nada se consegue sem esforço. Eu sou preguiçoso, e depois? Agora, é preciso trabalhar ainda mais. Mas quando eu conseguir realizar os meus sonhos, sei que vou fazer os olhos dela brilhar. E ela vai-se orgulhar do seu filho.